terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010


Qual é o sabor da vida?

segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Hoje a tristeza foi muito mais forte que eu. Sinto-me tão fraca, estas lágrimas apoderam-se rapidamneto do meu rosto, trazendo de volta uma realidade que não quero. Tenho frio, e sinto este a congelar-me o corpo todo, dos pés à cabeça. Mas, a de repente sinto o coração a aquecer-se lentamente, mas não, percebo que apenas mas sinto assim, porque, por instantes, recordo-me de como é sentir o calor das tuas maduras palavras a quebrar o inverno, e a fazer renascer um quente verão dentro de mim, sentia a tua constante boa disposição, sempre com os teus versos engraçados, sempre com uma canção para cantar, durante uns segundos senti-me confortável, mas foi apenas durante uns segundos. Depois, o inverno voltou, e com ele, o frio, pois nunca mais te vou ouvir cantar, pois nunca mais te vou abraçar....
Promete, promete que ficarás para sempre comigo!

Promete-me avó, por favor...

segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010


Não posso parar, agora não. Descobri um ser de uma magnificência extrema e não posso parar. A procura incessante do teu ser ainda agora começou! Não quero nem posso parar agora. Esta curiosidade em saber como és tornou-se um vício. Despertas em mim todo o tipo de sentimentos, mesmo sendo bons ou menos bons o que sinto é estranhamente complexo. Padeço por ti uma forma abstracta de gostar, coisa indefinível mas que sabe bem. É bom sabes, é bom ter-te sempre por perto. És especial. Há qualquer coisa em ti que te torna transcendente, talvez seja a beleza aliada à inteligência nata e à atitude. Mas não é só. Vou continuar a minha descoberta, posso?

domingo, 17 de Janeiro de 2010


Poderia dizer mil coisas.

terça-feira, 12 de Janeiro de 2010


Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a dizer. E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordenadamente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade. Às vezes é preciso partir antes do tempo, dizer aquilo que se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto. Pensar que o tempo está a nosso favor, que o destino e as circunstâncias de encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim. Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor. Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo. Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer.

quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010


"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."


Fernando Pessoa

quarta-feira, 30 de Dezembro de 2009

Hoje apetece-me escrever um largo texto, rabiscar frases elaboradas e usar palavras caras. Hoje apetece-me falar de amor muitas vezes e usar esta palavra: gastá-la como se gastam as pedras do soalho quando se esfregam com ardor. Amor. Amor. Amor. Hoje apetece-me abrir olhos, sem queixumes, e gostar do dia, das sombras e de todas as cavernas com escombros, esconderijos e armadilhas. Hoje apetece-me amanhecer ou anoitecer, tanto faz. Hoje apetece-me olhar para ti, para ninguém, para todos e para mais algum que venha: dizer-te o quanto vales, o quanto és, o quanto te quero amar e arrancar de ti essas tuas amarguras como se não houvesse nem amanhã nem mais dia nenhum nas nossas vidas, meu amor. Hoje apetece-me jogar à apanhada e andar de baloiço, como fazem as crianças em dias de nevoeiro. Hoje apetece-me gostar de ti e, quem sabe, até, gostar de mim um pouco mais do que menos. Hoje apetece-me riscar algumas palavras do dicionário e atormentar outras de menos agrado, arranhá-las e torturá-las, como se tivesse todas as forças que tinha quando abri os olhos pela primeira vez. Hoje apetece-me abraçar-te, beijar-te como se fosses o tempo e ficar ali, assim.

quarta-feira, 16 de Dezembro de 2009

Por dentro de mim, faço combinações de palavras, escolho respostas. Iria ser tudo mais fácil se não existisse dor, se não fosse tão humana ao ponto de pedir auxilio, para não ouvir um adeus. Sou mais um corpo que vageuia o mundo de vitórias e desiluções, que se envolve nos dilemas dos corações. Vida que trazes hoje perante a minha porta? Enfim...deito-me novamente no silêncio, no meu refugio, dentro de mim. Não poderei ficar no mesmo sitio muito tempo, pois as paredes e os muros mudam, irei partir em busca de algum sentido, de pedaços de história.

terça-feira, 8 de Dezembro de 2009




Neste infinito fim que me alcançou, guardo uma lágrima vinda do fundo, guardo um sorriso virado para o mundo, guardo um sonho que nunca chegou. Na minha casa de paredes caídas
penduro espelhos cor de prata, guardo reflexos do canto que mata, guardo uma arca de rimas perdidas. Na praia deserta dos dias que passam falo ao mar de coisas que vi, falo ao mar do que conheci...No mundo onde tudo parece estar certo, guardo os defeitos que me atam ao chão, guardo muralhas feitas de cartão, guardo um olhar que parecia tão perto. Para o lugar do esquecer o nunca nascido, levo a espada e a armadura de ferro, levo o escudo e o cavalo negro.

sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

de rastos.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009


Um som tão bom no coração

domingo, 8 de Novembro de 2009

Humilhação. Rebeldia. Fuga. Indiferença. Amizade. Inocência. Dualidade. Ausência. Outra mundo. (In)Conciência. Um copo cheio. Revolução. Manhãs, almoços, tardes, jantares, madrugadas. Liberdade. Música house. Prazer. Afirmação. Êxtase. Solidariedade. Criatividade. Senso igual. Fotografia. Sentimento. Definição profunda. Confiança. Atrevimento. Mudança. Personalidade. Outra mundo. Filosofia. Rock. Arrogância. Ciúme. Desilusão. Concertos. Estilo. Estética. Sonhos. (In)Responsabilidade. Amor. Compreensão & Incompreensão. Tempo. Arte. Desprezo. Ódio. Obsessão. Procura. Equilíbrio. Separação. Nova dimensão. Apocalipse de toda a fé do nosso passado. Mentira.

terça-feira, 27 de Outubro de 2009


Já é noite e o frio está em tudo que se vê, lá fora ninguém sabe que por dentro há vazio, porque em todos há um espaço que por medo não se ve, onde a solidão se esquece do que o medo não previu. Já é noite e o chão é mais terra para nascer, a água vai escorrendo entre as mãos a percorrer todo o espaço entre a sombra entre o espaço que restou para refazer a vida no que o medo não matou. Mas onde tudo morre tudo pode renascer.
Em ti vejo o tempo que passou, vejo o sangue que correu, vejo a força que moveu quando tudo parou em ti, a tempestade que não há em ti, arrastando para o teu lugar e é em ti que vou ficar.
Já é dia e a sombra está em tudo que se ve, lá fora ninguém sabe o que a luz pode fazer, porque a noite foi tão fria que não soube acordar, a noite foi tão dura e difícil de sarar...
Já descobri a casa onde posso adormecereu, já desvendei o mundo e o tempo de perder aqui tudo é mais forte e há mais cor no céu maior, aqui tudo é tão novo tudo pode ser meu.


domingo, 25 de Outubro de 2009


Queria ligar-te para dizer tudo o que sinto. Mas cegaste o teu coração, e não me ouves.

sábado, 24 de Outubro de 2009


"saudade é o ar que vou sugando e aceitando..."

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009


Faz-me rir, faz-me chorar. Faz-me querer partir e não ir. Agarra-me só para me largares no instante seguinte. Ri-te, chora mas ri-te e chora comigo. Sempre comigo : )

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009


Despertas todos os meus sentidos...

terça-feira, 6 de Outubro de 2009

Parabéns.

terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Não teriam passado mais de 8 meses sobre aquele quadro, desde a doce e suave primeira pincelada a inocente, sem ideia definida apenas da cor que agrada o estado de espírito do pintor, o descobrir cada canto daquele quadro um tanto ou quanto barroco ate as cores mais garridas e violentas. Um olhar mais atento notava as pinceladas umas por cimas das outras como se tivesse sido pintado varias vezes de maneiras diferentes. O pintor, ao lado da sua obra, tentava explicar que apenas se recusara a mudar de tela de cada vez que se enganava, sendo o quadro o derradeiro da sua vida. Tanta gente o criticava, embora com inveja. O quadro, todo ele se apresentava numa tela não muito maior que uma pessoa, mas enchia os olhares de quem passava por aquela galeria, e apenas ao parar se via que não se apresentava completamente pintado nem tão pouco em vias disso. Talvez fosse o olhar, talvez fosse o sorriso, o gesto ou mesmo o toque, o que era certo é que aquela obra envolvia a galeria, concedendo-lhe uma harmonia de cor, musica, vida, sobressaído de entre todos os quadros daquela sala.E de cada vez qe um olhar mais atento do que todos os outros por ali passava, de cada vez que alguém olhava mais profundamente para aquele quadro, nem muito novo nem muito antigo, nem muito escuro nem muito claro, apenas definitivamente humano. Esta e aquela pincelada passavam pela vista desta e daquela pessoa. Contudo, eram raros aqueles que se conseguiam identificar com o pintor que se recusou a mudar de tela de todas as vezes que se enganava, como querendo deixar todas as etapas, todos os sentimentos, todo o percurso do seu caminho, caminho esse visado naquele quadro tão pitoresco. Eram raros aqueles que conseguiam ver para lá da pincelada mais superficial, para lá da cor que sobressaia, para la do momento que enternecia. Eram raros aqueles que liam o percurso de um momento. Eram raros aqueles que distinguiam as suas etapas.

sexta-feira, 18 de Setembro de 2009


Na terra dos sonhos podes ser quem tu és, agarras-te à hora em que o tempo não passou e juntos inscrevemos no espaço um novo alfabeto. Já passaram mil anos sobre o nosso encontro, mas o tempo não sabe nada, o tempo não tem razão, porque não há passos divergentes para quem se quer encontrar e enquanto houver estrada para andar, vou continuar. E mesmo que me tenhas ensinado a partir nalguma noite triste, eu ensinei-te a chegar e pus-te a salvo para além da loucura e ensinei-te a não esquecer que o meu amor existe.